Como o Processo Hoffman auxilia no seu autoconhecimento

O autoconhecimento é um processo, uma caminhada. Ele não acontece ou é conquistado da noite para o dia. Muito menos se esgota: não é como uma graduação, em que você estuda durante um período de tempo, recebe um diploma e está “certificado” no assunto.

Conhecer a si mesmo demanda tempo e energia. E, acima de tudo, dedicação. O primeiro passo é decidir saber sobre si ou querer entender situações que estão sendo vividas em um determinado momento. A partir daí, uma jornada desafiadora, mas com recompensas únicas, tem início.

No post de hoje nós vamos mostrar como o Processo Hoffman da Quadrinidade ajuda na busca pelo autoconhecimento e por que esse auxílio é fundamental para quem procura a independência e a serenidade de saber, de fato, quem é.

O que é o Processo Hoffman?

O Processo Hoffman da Quadrinidade é um curso de autoconhecimento. O trabalho, que tem uma dimensão intensiva, é feito durante sete dias em um local isolado dos grandes centros urbanos. Na primeira etapa, um material é organizado com perguntas que vão trazer à tona a percepção da própria história de quem está participando.

Esse material não é avaliativo: não existem respostas certas ou erradas. Ele é uma forma inicial de olhar para si mesmo respondendo perguntas que, geralmente, não são feitas. Como é um processo autobiográfico, o objetivo é falar daquilo que se passou, da história, mas não apenas como um relato factual. Também é levada em conta a maneira como nos percebemos com o aprendizado e o impacto desse aprendizado nas nossas relações.

Outro ponto importante é ajudar a nomear aquilo que se passa. Nós temos uma capacidade impressionante de nomear as coisas externas — se algo é bonito ou feio, interessante ou não. Mas quando falamos de sentimento, de subjetividade, existe uma dificuldade em dar nome para essas características.

Essa é uma das etapas principais do trabalho de autoconhecimento: conseguir nomear o que se passa e o que se sente. Isso traz uma clareza para a identificação do que está acontecendo, do que está sendo aprendido e como isso pode ser melhorado.

Aprendizado emocional

O Processo Hoffman da Quadrinidade traz a dimensão do aprendizado de si mesmo, uma dimensão de reconexão com um aspecto que é fundamental para todo ser humano: a intuição.

Como é um aprendizado emocional, ele lida diretamente com a infância, quando nossa primeira estrutura é formada, baseada na relação com os pais ou quem foi o responsável pela criação. Esse aprendizado analisa de que maneira essa criação está impactando a história adulta.

O trabalho de voltar na sua história mostra aquilo que foi internalizado do aprendizado na infância. Quando você simplesmente repete aquilo que foi lhe passado, está tirando a responsabilidade sobre si mesmo. O objetivo é se apropriar da sua forma de estar no mundo e marcar presença, buscando um sentido de estar aqui.

O que esperar?

Participar do Processo Hoffman da Quadrinidade não significa que, ao final, a pessoa está pronta para uma vida “positiva” e “iluminada” e que ela nunca mais terá nenhum tipo de problema. O objetivo é ajudar a dimensionar o que são problemas.

O propósito é ensinar como agir diante das experiências que a vida nos apresenta. Muitas são agradáveis, mas muitas são desagradáveis. O autoconhecimento auxilia a transitar entre elas com maturidade.

Por se tratar de um trabalho emocional e um curso de autoconhecimento intensivo, os sete dias são de trabalho com uma agenda diária. Todas as interações são voltadas para isso, com intervalos para café da manhã, almoço, coffee break e, claro, para dormir.

O processo é didático e pedagógico e ajuda a nomear seus sentimentos e a percebê-los. Você entra em contato com virtudes e qualidades como o perdão e a compaixão, que são diferenciais para a vivência. O respeito e o amor a si mesmo e ao outro são exercitados nesses sete dias.

Outras dúvidas

  • É um trabalho em grupo, mas não de grupo: isso significa que você não tem que abrir suas dores e intimidades para quem também está participando do processo, se expondo e, em vez de transitar pela dor, fazer com que ela se internalize ainda mais;
  • Pais e filhos não podem participar juntos: o processo é um trabalho onde a pessoa vai buscar o seu olhar sobre a sua história, explorando muito sua origem, sua chegada ao mundo. Portanto, a infância é muito analisada. Para se ter privacidade dessa leitura interna da própria origem, pais e filhos não podem participar do mesmo processo. Irmãos, casais e colegas de trabalho podem;
  • Imersão desconectada: nós vivemos em um contexto de conexão virtual extrema. Sempre ligados ao celular, ao computador, às redes sociais. Tudo isso é uma distração de si mesmo. As tecnologias passaram a ser uma forma de não encarar a própria percepção. O processo busca um olhar artesanal para si mesmo, sem distrações ou fugas, por isso não é permitido o contato com telefone ou computadores durante os sete dias;
  • Seja seu próprio professor: o trabalho do curso de autoconhecimento apresenta ferramentas para que a pessoa, após a conclusão do processo, possa cuidar de si, ser o seu próprio professor no que diz respeito a conhecer a si mesmo e saber perceber o mundo de uma forma sua.

Por que participar?

Quem busca o Processo Hoffman da Quadrinidade geralmente precisa de uma clareza que não é atingida com os recursos que ela possui atualmente. É uma pessoa que não está conseguindo lidar com as questões que estão sendo apresentadas pela vida.

As pessoas procuram o trabalho por vários motivos: a repetição de relacionamentos tóxicos, quando ela percebe que existe um padrão nessa maneira de se relacionar; a vontade de descobrir o que se passa com você, e não apenas apontar para fora, para o outro, e responsabilizar o outro.

Todos têm o direito de conseguir olhar para si, de aprender, de atualizar seus recursos, de amadurecer suas possibilidades. Fazer isso sozinho muitas vezes restringe nosso olhar sobre nós mesmos pois sempre faremos este movimento de um lugar conhecido e condicionado.

Um trabalho de autoconhecimento, como ajuda externa, funciona como um catalisador do processo de transformação e amadurecimento.

Qualidade de vida diferenciada

O autoconhecimento é uma forma de buscar qualidade de vida diferenciada. De poder transitar por esses sintomas da contemporaneidade, as compulsividades, o consumismo, os gastos. Se eu não sei de mim, vou me apoiar em alguma coisa para preencher esse vazio.

O processo acelera essa transformação. Num curto espaço de tempo, você tem contato com reflexões e evoluções que poderiam levar até anos.

Como surgiu?

O Processo Hoffman da Quadrinidade foi criado por Robert Hoffman e completa 50 anos em 2017. Nesse período, o trabalho vivenciou três grandes transformações. Entre 1967 e 1986, o processo tinha três meses de duração. Ele chegou ao Brasil em 1976, como um trabalho que rompia as barreiras do olhar diferenciado para o autoconhecimento.

A partir de 1986, passa a contemplar também aspectos pedagógicos e didáticos, com o objetivo de nomear as percepções e os sentimentos, um dos primeiros passos do caminho de autoconhecimento. Passou a ser intensivo, com a duração de oito dias. Em 2014, viveu outra transformação e chegou ao modelo usado hoje, com sete dias de duração.

O objetivo é criar uma conexão mais profunda com a essência e com a intuição, validando a percepção, amorosidade e sabedoria inerente a todo Ser Humano. Somos seres de amor.

Quer conhecer um pouco mais sobre o processo? Entre em contato com o Instituto Hoffman agora mesmo!

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